This voice within me commands: to be true to
myself So I pursue this joy of playing with words and meanings, Art treads the stage when rationality is no
longer a concern: It must also be the search to overcome fear,
because that of which It is clear they always spill-over: meanings
within words The greatest happiness and the greatest surprise is
art I do not Essa voz
em mim comanda: para ser verdadeira devo obedecer ao seu ritmo. Resolvi
nāo escrever mais poemas, mas a poesia se introduz entre meus
dedos. Quando quero apenas escrever poemas, eles vāo compondo
uma ficçāo. E se desjo me calar, muitas vezes fala
em mim essa linguagem que nāo quer saber de silêncio. Entāo
persigo essa alegria de jogar com palavras e significados, montar quebra-cabeças para mim e os outros, navegar nos ritmos,
puxar aqui a ponta de um fio, escondê-lo adiante e retomá-lo
quase no final, num momento que eu ignoarva – mas ele aguardava
por mim. A
arte entra no palco quando a razāo ja nāo acompanha as inquietaçōes: a tenativa de segurar o tempo, de congelar
a gelaza para que nos pertença: há de ser minha, agora
que a pronunciei. Deve
ser também a busca de controlar os medos, porque aquilo que falamos
se torna de alguma forma nosso – nós nos adonamos das
coisas, mesmo as mais obscuras e remotas, dando-lhes nomes, colocando-as
em palavras. Claro
que elas sempre transbordam: as coisas dentro das palavras vāo fluindo,
vencem beiradas, derramamse além de nós sobre o mundo,
e continuam secretas porque livres. A
alegria maior e a maior estranheza é que eu nāo convoco a arte,
mas ela me chama: sua māo faz um aceno, e corro; sua voz dá um
susurro, e morro. Ela, enfim, me traz sentido e forma, e algum tipo
de permanência. Lya Luft Cancao da voz em mim O poema abre
suas camaras de sombra: Sento-me
diante do silencio Mas p poema
insiste The poem opens up its shadowed rooms: I feel I am confronted by silence But the poem persists
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